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    Data: 22/05/17  às 21:25      

Mercado Municipal de Campos na pauta de Fórum de Cultura




O Norte Fluminense sediou duas prévias do I Fórum Estadual de Segmentos Artísticos do Rio de Janeiro semana passada, um encontro em Macaé, o segundo em Campos dos Goytacazes, no IFF Campus Centro. Na oportunidade, setores da sociedade civil entregaram um Manifesto em Defesa do Mercado Municipal de Campos à direção do Inepac e ao próprio secretário de estado de Cultura, André Lazaroni, que se comprometeu a estreitar o diálogo com o governador sobre a importância de revisão do tema.

Tombado pela municipalidade como Patrimônio Histórico de Campos dos Goytacazes (Resolução 005/2013 do Coppam), o Mercado Municipal de Campos foi inaugurado em 1921, construído com uma estrutura arquitetônica mesclando metal e cimento com cobertura de telhas francesas, iluminado por claraboias, seguindo o modelo do mercado de Nice, na França.

O jornalista e presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC), Vitor Menezes, utilizou a palavra na plenária do Fórum de Segmentos para abordar o assunto. Segundo ele, o mercado já tem tombamento municipal o que seria suficiente para o município não permitir a obra que agride o seu entorno, mas infelizmente não foi isso o que o governo anterior fez, inclusive por meio dos seus representantes no Coppam.

“O tombamento estadual reforçaria essa necessidade de preservação e daria ainda mais condições ao poder local de aprofundar o debate e o convencimento da própria população, feirantes e demais comerciantes sobre a necessidade de retirar aquela estrutura que o empareda e discutir outro projeto, que contemple tanto a valorização do prédio histórico quanto a manutenção da vitalidade popular do local”, ressalta Menezes.

Renato Siqueira, do Observatório Social, responsável pelo pedido de tombamento junto ao Inepac, disse em reunião com o Ministério Público, que apesar de alguma descaracterização há de se resguardar a sua ambiência de valor histórico, que para isso há necessidade de retirada das construções de seu entorno. Siqueira disse, ainda, que o Coppam aprovou as obras do Shopping Popular em reunião polêmica, além de ter violado o artigo 6º, da Lei 8.487/13 que proíbe obra que infrinja a ambientação de prédios históricos.

Sérgio Linhares, diretor de Pesquisas do Inepac, lembra que ele escreveu o ofício que deu início ao processo de tombamento do Mercado. “Recebemos muitas assinaturas da sociedade civil”, frisa. 

Para Bruno Costa, conselheiro estadual de Política Cultural, é preciso entendimento da importância da preservação da memória como mecanismo de fortalecimento da identidade local e projeção do futuro. “Dar visibilidade ao prédio histórico demonstra comprometimento com a própria cidade. Necessitamos urgente criar uma consciência de salvaguardar nossos patrimônios materiais e imateriais. Sociedades que já conseguiram vislumbrar isso criaram uma concepção positiva e propositiva, alimentando a cadeia simbólica, cultural e econômica”, ressalta o conselheiro.

O Manifesto, assinado por diversas instituições, relata a ausência de obras destinadas ao seu restauro e a execução de um projeto que desrespeita seu entorno a despeito de todos os alertas e esforços de diversas entidades culturais e históricas do município, quando nada disso seria necessário em razão de inúmeros projetos alternativos (todos apresentados nos últimos anos ao poder público municipal), os quais compatibilizam a preservação histórica com as necessidades de comerciantes e consumidores.

O documento informa também que atualmente em fase de auditoria pela Prefeitura de Campos, a obra do chamado "Camelódromo", erguido de forma criminosa de modo a empachar o prédio principal, é um atentado violento a um dos mais belos mercados do Brasil e um dos últimos remanescentes em seu estilo arquitetônico, prestes a completar seu centenário.

Cabe ressaltar que o prédio histórico já foi objeto de trabalho acadêmico no Mestrado de Políticas Sociais na Uenf. O pesquisador Carlos Freitas abordou “O Mercado Municipal de Campos dos Goytacazes: A sedução persistente de uma instituição pública”.

Segundo Wellington Cordeiro, conselheiro estadual e municipal de Cultura, o tombamento do Mercado Municipal de Campos dos Goytacazes como patrimônio arquitetônico e histórico pelo Inepac haverá de ser a grande esperança de salvaguardar este patrimônio do município. Isso porque mesmo tombado em esfera municipal, essa proteção não se fez valer. “Para além da burocracia documental, é preciso que a comunidade entenda que precisa entrar em campo, defendendo nossa história, senão dificilmente os governantes assumirão o que é seu dever, preservar e não destruir nosso patrimônio”, finaliza.

Via redação

Por Bruno Costa


História da fundação do Mercado Municipal de Campos

No dia 15 de setembro de 1921, às 16 horas, era inaugurado o novo Mercado Municipal (que na época ficou conhecido como Mercado Novo) pelo Dr. César Tinoco, prefeito do Município (de acordo com publicação do Jornal Monitor Campista do dia 16 de setembro de 1921), que pronunciou ligeiro discurso, e deu o Mercado por inaugurado, franqueando o seu uso ao povo. Estiveram presentes muitas autoridades, como: Juízes de Direito, Promotor Público, Presidente da Câmara, Vereadores, Jornalistas, Médicos, Advogados, Industriais e uma enorme massa popular.

A Estrutura Arquitetônica do prédio, conforme publicação no Jornal Monitor Campista do dia 14 de setembro de 1921, dizia o seguinte: “Toda a estrutura do Mercado é metálica, assentando-se sobre colunas de cimento armado e a cobertura é de telhas francesas, sendo todo o edifício largamente iluminado por claraboias, dispostas em posição oportuna. Divide-se a Praça do Mercado em dois amplos compartimentos, separados por um pavilhão central onde há o grande depósito de água para o serviço interno, no qual existe um relógio com dois mostradores. Essa parte era no primitivo projeto destinado à instalação frigorífica, onde seriam conservados os peixes, o leite, legumes e gêneros de fácil deterioração. Posteriormente, porém, foi a planta da praça modificada nessa parte. Os açougues têm o seu interior voltado para a parte central do edifício, fazendo a venda das carnes para o lado exterior, onde existe um balcão de mármore para poder haver toda a higiene no fornecimento dessa mercadoria.

No salão central, do lado da Rua Formosa (hoje Tenente Coronel Cardoso), está instalada a seção destinada à venda do peixe, que será exposto em dispositivos capazes de observar todas as prescrições da higiene. A seção dos quitandeiros, propriamente ditos, onde se faz o mercado de legumes e hortaliças, fica situada internamente, em compartimento divididos por tapagens artísticas.

Todo o estabelecimento é cimentado, e findo o movimento do Mercado, será feita a lavagem geral, para o que dispõe o edifício de mangueiras colocadas em pontos convenientes. Um perfeito sistema de esgotos permitirá que dentro de alguns minutos, fique o interior do Mercado entregue a um estado de absoluta limpeza. Somente a parte meridional será inaugurada, ficando a parte oposta para ser oportunamente utilizada, e por enquanto ainda está em obras.

Todo o trecho da Rua Barão do Amazonas foi calçado a paralelepípedos, havendo duas ruas separadas por um refúgio onde a comissão de Obras Públicas do Estado plantou uma série de mudas de acácia. À frente da praça, pelo lado da Rua Formosa, foi também calçada, e a Prefeitura vai mandar concluir o serviço pelo lado do Canal.

Com a inauguração da nova Praça de Mercado a nossa cidade ficará dotada de um excelente estabelecimento, que nos honrará aos olhos dos que nos visitarem. Geralmente os forasteiros costumam, quando aportam a uma terra qualquer, visitar a Praça do Mercado, para examinar, ver, observar as condições em que é servido o estômago da população.

Nesse particular, até agora, infelizmente, nada tínhamos que mostrar aos nossos hóspedes e visitantes, porque a velha Praça do Mercado deixava muito a desejar. Felizmente, agora, uma vez entregue ao público o Mercado Novo, haverá alguma coisa para se mostrar ao forasteiro, quando mais não seja, um certo culto pela higiene, sem o qual não se compreende um estabelecimento onde são expostos e vendidos os gêneros alimentícios de primeira necessidade”.

Pesquisa e Texto: Hélvio Gomes Cordeiro

Fotos: Acervo do Instituto Historiar

Fonte: http://institutohistoriar.blogspot.com.br/2013/09/mercado-municipal-de-campos.html

 





















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